sexta-feira, março 26, 2010

Alma sem pele.


Todos os sinônimos de plenitude estão pulsando aqui dentro. Estranho pensar e sozinha estar, que sozinha(mente) estou de sensações clandestinas, de perigos volumosos, de anseios hiper provocadores.


Hemorragica(mente) o que me faz sentir mais viva, sangra, no outro. Antes ferida ocultada que desconhecida. Me iludo com o fato de apenas fazer parecer uma vibração descontente, aliás, desconte(mente) devo admitir que a jaula da transparência não mais me guarda. Algo comeu minha paz e minha guerra. Meu jardim e minha fortaleza. Meu dia e minha noite. Meu verão, primavera e inverno. Comeu meu silêncio, minha dor, meu medo de envelhecer e me expressar da maneira mais clara e direta. Comeu meu ativismo e a inquietação calada. Do individualismo constante de reconhecer e conhecer o que o interior sussurra em berros no meu ouvido, só espero menores consultas. E o tempo? A matéria? A dúvida? É o sentimento que naturalmente não me faz falta.


Vergonhosa(mente), nem reli o que escrevi, algo comeu minha sede de perfeição, também. E com ela a essência que me anda sendo corroída pelas grades do cansaço e da pena.