
No meandros de cada conexão entre meus neurônios, eu fecho os olhos. Eu fecho os olhos e imagino. Imagino um cenário. O nosso cenário. Aquele naqueles dias onde todo mundo pensa que pode, e de fato pode tudo. Eu fecho os olhos. Eu fecho os olhos e nos imagino. Lá. Eu fecho os olhos. Imagino como tudo pode ser tão diferente. Basta fechar os olhos. O sol forte que entra por debaixo da porta da varanda que apesar de tentarmos, não conseguimos cobrir. Eu fecho os olhos. A claridade foi substituída pela iluminação dos postes de tom amarelo e opaco que você sempre lembra que eu gosto. É o ar bucólico e ímtimo. Eu fecho os olhos. A noite passa, o dia termina, a semana voa. Eu fecho os olhos e sinto. Eu fecho os olhos e sinto que aquele sentimento total se foi, e o que ficou é suficientemente dispensável. Eu fecho os olhos e lembro dos critérios que ainda me prendem aqui. Fecho os olhos e lembro de mim, do calor, da janela entreaberta, da camisa sua, e do engodo que aquele cheiro me traz. Eu fecho os olhos e vejo o tempo passando ainda mais rápido. Eu fecho os olhos...e...de olhos fechados...lembro que...Tudo tem seu início, meio e fim.