Como dói saber
sentir
julgar
que tudo que você acreditava
se esvaiu com uma atitude não programada
Um gesto
contraditório
Opiniões
difusas
Dedos
apontados mais dispostos do que a possibilidade integrar as ideias
Do que a possibilidade de olhar para dentro do outro e enxergar o verdadeiro propósito.
Estava ali
Na cara
Debruçada na janela
Escorregando pelas suas arestas
O grito
para que sua verdade não seja tão transparente a ponto de destruir a minha.
A certeza gera dúvida
Onde foi que erramos?
...
Arriscando em amar nesse tamanho...
Era o que
já tinha de acontecer.
A intuição avisa.
A língua falha.
A mente altera.
A dor de ter apostado.
O crédito no fraco é absolutamente desconhecido.
A fraqueza de quem a gente assumia com força.
Onde foi que eu erramos?
...
Merecendo mais...
E me contentei
Com felicidades embrulhadas de leveza
Com fluidez de palavras
Com a ideia sempre dada e mais moldada que feita.
Quando a gente quer virar caminho
E o caminho quer virar mundo.
Onde foi que erramos?
Com fluidez de palavras
Com a ideia sempre dada e mais moldada que feita.
Quando a gente quer virar caminho
E o caminho quer virar mundo.
Onde foi que erramos?
...
Criando a possibilidade de entender a iniciativa que mascara o sentimento...
A empatia suaviza.
A concordância agasalha.
A compreensão gera.
A compreensão gera.
E me foi jogado ao colo a decisão dele.
Traiçoeiramente.
Covardemente.
Precipitadamente.
Me deu a voz mas me tirou o som.
Me perdi
na rua de onde ficou a nossa importância com a esquina da onde o sentimento me tornou descartável.
Perdi a escolha, o rumo, o tom...o tempo.
Perdi a escolha, o rumo, o tom...o tempo.
