quarta-feira, julho 15, 2015

Inquietação quieta.

Sabe...eu não consegui dormir até agora...desde que acordei daquela fase de “quase dormir” estou tendo pensamentos estranhos sobre você, sobre as novidades que te cercam, sobre sua nova fase, novos ares, sobre as mudanças que vêm sendo moldadas pelos novos ciclos que surgem.

Na realidade, a estranheza em compartilhar isso também me prende nesse estado de dormir acordada, não só por não partilhamos de uma cumplicidade profunda, mas, e principalmente, por saber que discutir o motivo disso será uma tarefa em vão.
Talvez seja o trauma da falta da paciência para certas coisas que relações passadas tenham deixado na gente. Talvez só a “nostalgia do início não tão distante”, coisa que você não entenderia, não com a sensibilidade e profundeza que eu emprego em cada sílaba dita.

É lembrar das vezes que você voltava, sóbrio ou embriagado, e atribuía a mim o troféu de melhor portadora dos seus sonhos, seja por mensagens de carinhos saudosos ou um beijo quente e amargado pelo álcool entranhado na saliva. Ou lembrar das surpresas seguidas em pequenos detalhes ao longo da semana, sem muitos enfeites mas com o meu aroma preferido, o de ser surpreendida. E lembrar dos gestos carinhosos, acompanhados de planos de futuro, seja ele próximo ou distante, juras que pelo menos em palavras, ficavam...em palavras.

A procura do ou dos motivos que causam a tempestade daqui de dentro...
seria uma crise de dois anos?
a sua forma de se adaptar às novidades?
ou um delírio de falta de sono?
Não sei no que prefiro ou concordo em acreditar.
Só sei que, lá no fundo, o que resume tudo isso é o meu sentimento de que o peso que eu tenho na sua vida, não é mais o mesmo.

O pensamento não passa de um clarão na noite, mas esse clarão representa tudo.
(Henri Poincaré)